sexta-feira, outubro 07, 2005

Poema de quatro versos

Por que não te vejo estranho
Quando de súbito te retiras
Quando não ris (se devias!)
Quando te calas em segredo

Por que não te vejo estranho
Quando ignoras meu canto
Quando recusas meu manto
Quando não queres meu beijo

Por que não te vejo assim
Se em mim a angustia é matança
A lâmina corta a esperança
O manto rasga-se ao servo

Por que não te vejo estranho
Se me devoras a alma
Se me alucinas a calma
Se sou tão seu no meu verso