terça-feira, agosto 23, 2005

Poema sem título II


Nos tornamos mais que palavras.
É bem assim, alguns poetas escrevem a sorte
Outros... a busca

Tiraste de mim os duelos constantes
De versos e sonhos nas brisas da tarde

Mas bem que me deste um riso na face
E a paz que buscava
Desde a mocidade.

Quem dera tivesse o riso e o verso
E assim, num reverso, palavras e sons
Mas deixa que o peito bem sabe de um jeito
Então, qualquer hora, recebo as canções

As tuas canções e os teus desafios
Caminhos nos fios de teus manuscritos
E a eles revelo meu doce desejo
De ser nos teus versos silêncios e gritos

Ser tua vontade, teu porto seguro
Ser claro no escuro, chegança e verdade
A porta dos sonhos, a queda dos muros
Teu chão e algum vinho de fruto saudade.

Ops!! Antes que me esqueça, este texto é dedicado ao Borges (meu companheiro dos sufocos e das felicidades) _ E aí, índio, gostou??risos